A polonesa, ex-número 1 do mundo, decidiu priorizar a recuperação de um problema persistente na coxa esquerda, que também a incomodou durante o WTA 1000 de Wuhan.
No circuito feminino, a lista inclui a brasileira Bia Haddad Maia que anunciou em agosto uma pausa de seis meses na carreira e passou por uma cirurgia no ombro esquerdo em outubro.
Outras jogadoras de destaque também anteciparam o fim da temporada. A americana Amanda Anisimova, número 3 do mundo no início do ano, parou devido a uma lesão recorrente no punho esquerdo.
A austríaca Anastasia Potapova, que chegou ao 25º lugar do ranking, encerrou sua campanha após machucar o ombro direito em Pequim. Já a australiana Ajla Tomljanović e a dinamarquesa Clara Tauson também decidiram interromper suas temporadas, citando problemas físicos.
A colombiana Camila Osorio também encerrou o ano antes do previsto por causa de uma lesão nas costas. Já a americana Emma Navarro revelou enfrentar problemas de saúde que vão além de lesões musculares ou articulares, incluindo deficiência energética relativa no esporte e hipotireoidismo de Hashimoto. Ela usará os últimos meses do ano para ajustar o tratamento e a alimentação.
A número 1 da Alemanha, Eva Lys, também encerrou sua campanha após enfrentar dificuldades físicas e mentais e revelou estar mudando o tratamento para uma artrite inflamatória crônica.
De Fonseca a Sinner
Entre os homens, dois casos chamam a atenção: o italiano Jannik Sinner, que não voltará a jogar em 2026 devido a uma lesão no joelho, e o brasileiro João Fonseca, que optou por não disputar os torneios restantes para priorizar sua recuperação física e mental.
Fonseca explicou que decidiu não apressar seu retorno às competições. “Não me sinto 100% pronto para competir no nível em que estava, e não quero apressar as coisas”, afirmou o brasileiro, que abriu mão de defender seu título no ATP 500 da Basileia e de disputar o Masters 1000 de Paris.
O britânico Jack Draper também encerrou sua temporada antecipadamente para se recuperar de um problema no braço.
Fenômeno cada vez mais comum
Em 2025, o circuito masculino registrou um recorde de partidas interrompidas ou não iniciadas por problemas físicos desde 1990. Segundo dados publicados pelo jornal italiano Gazzetta dello Sport, foram 127 casos em 2.644 partidas da ATP, equivalentes a 4,8%. A taxa havia sido de 3,3% em 2023 e de 3,5% em 2024.
Também houve uma série de encerramentos antecipados em 2025. Entre os nomes que anunciaram a decisão naquele ano estavam Jack Draper, Elina Svitolina, Hubert Hurkacz, Daria Kasatkina e Frances Tiafoe.
Bia Haddad Maia também interrompeu sua temporada antes do previsto naquele ano, assim como Svitolina.
Em 2026, a lista de jogadores conhecidos que já confirmaram a ausência no restante do calendário é extensa, com representantes dos dois circuitos e motivos que vão de lesões específicas a pausas para cuidar da saúde física e mental. Os casos reforçam o debate sobre as exigências físicas e mentais de uma temporada que se estende praticamente de janeiro a dezembro.
Para os atletas, a prioridade agora é recuperar-se e chegar em melhores condições a 2027. Para o tênis, fica a questão de como equilibrar a extensão do calendário, as exigências competitivas e a longevidade dos principais nomes do esporte.
