AFP Sport relembra os momentos que marcaram a carreira de Messi com a seleção.
Início nada promissor
A trajetória internacional de Messi começou quando ele tinha apenas 18 anos, em 2005. Sua primeira convocação ficou marcada por um motivo negativo: 90 segundos após entrar em campo como substituto em um amistoso contra a Hungria em Budapeste, ele foi expulso por uma cotovelada, segundo interpretação do árbitro.

No junho seguinte, ele fez sua estreia em Copas do Mundo na vitória por 6 a 0 sobre a Sérvia e Montenegro, resultado que marcou o início da campanha da Argentina no torneio de 2006 na Alemanha.
Messi marcou o último gol do time em Gelsenkirchen — o primeiro jogo e o primeiro gol de uma relação lendária com a Copa do Mundo.
Primeira final de Copa do Mundo
Messi tinha 26 anos quando a Argentina foi ao Brasil em 2014, mas já era considerado um dos maiores da história graças ao que conquistou pelo Barcelona.
Foram várias decepções com a Argentina: eliminações nas quartas de final para a Alemanha nas Copas de 2006 e 2010, esta última na África do Sul, com Diego Maradona como técnico.

Também houve derrota para o Brasil na final da Copa América de 2007 e uma campanha decepcionante na edição de 2011 do torneio, disputada em casa.
Messi foi ao Brasil como capitão do time de Alejandro Sabella e começou voando, marcando em todos os jogos da fase de grupos. Depois, os gols pararam de sair, mas ele levou a Argentina à sua primeira final de Copa desde os tempos de Maradona, só que a Albiceleste acabou derrotada pela Alemanha no Maracanã.
2016: O momento mais difícil
A frustração de 2014 foi seguida pelo sofrimento de perder a final da Copa América do ano seguinte nos pênaltis para o Chile. Por isso, Messi foi para a Copa América Centenário de 2016, nos Estados Unidos, determinado a finalmente conquistar um grande título internacional. A Argentina chegou à final com facilidade.

O Chile voltou a cruzar o caminho da Argentina no MetLife Stadium, nos arredores de Nova York, mas o desfecho foi o mesmo: nova derrota nos pênaltis, desta vez com Messi desperdiçando sua cobrança.
Messi, que já tinha mais de 100 jogos pela seleção, ficou arrasado.
"Para mim, a seleção acabou," declarou. "Fiz tudo o que pude, estive em quatro finais e dói não ser campeão."
Seis semanas depois, Messi voltou atrás e decidiu encerrar sua breve aposentadoria internacional.
Enfim, campeão
A segunda metade da carreira internacional de Messi foi completamente diferente, com a chegada de Lionel Scaloni como técnico em 2018 mudando tudo.
Em 2021, em meio à pandemia de Covid, Messi e a Argentina foram ao Brasil para a Copa América e venceram os donos da casa por 1 a 0 na final, graças a um gol de Angel Di Maria, conquistando o primeiro grande título em 28 anos.

A consagração no Catar
Messi poderia — e talvez devesse — ter se despedido após a Copa do Mundo de 2022 no Catar, quando o ídolo do Barcelona — já com 35 anos e atuando pelo PSG — atingiu outro patamar e levou a Argentina ao título.
Ele marcou sete gols e deu três assistências em sete jogos, incluindo dois gols na final épica contra a França — além de converter seu pênalti na disputa que garantiu o troféu para a Argentina pela terceira vez na história.

"Obviamente eu queria encerrar minha carreira com isso. Não posso pedir mais nada," disse Messi após a conquista.
Mas ele quis seguir jogando um pouco mais como campeão mundial e, no fim, continuou até o torneio deste ano.
Mais uma derrota em final
Messi liderou a seleção em mais um título na Copa América de 2024 antes de disputar sua sexta Copa do Mundo, igualando o recorde, este ano nos EUA.
Ele estava prestes a completar 39 anos, mas as dúvidas sobre a idade foram deixadas de lado quando Messi marcou oito gols nos cinco primeiros jogos do time e ajudou a inspirar a equipe a mais uma final.

Messi disputou mais partidas de Copa do Mundo do que qualquer outro jogador (34) e marcou 21 gols no total.
Ele se tornou apenas o segundo jogador a disputar três finais diferentes de Copa do Mundo, mas ele e a Argentina tiveram uma atuação apagada e perderam na prorrogação para a Espanha — um final anticlimático para uma carreira internacional que somou 207 jogos e 125 gols.
