Mundo do esporte lamenta morte de Oscar Schmidt: "Legado transcende as quadras"

Oscar Schmidt marcou época no basquete
Oscar Schmidt marcou época no basqueteBuda Mendes / Getty Images South America / Getty Images via AFP

O esporte brasileiro perdeu Oscar Schmidt nesta sexta-feira (17). A morte do Mão Santa aos 68 anos desencadeou uma série de homenagens no mundo do basquete e de outras modalidades.

"O esporte brasileiro, infelizmente, se despede de um grande nome, mas tenho certeza que sua história jamais será esquecida. Mais do que resultados e medalhas, Oscar representou valores que definem o espírito olímpico: dedicação, superação, respeito ao adversário", declarou o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco Antonio La Porta.

Relembre os feitos de Oscar Schmidt

"Em cada competição levou consigo não apenas o talento, mas também a inspiração para todos que acreditam no poder transformador do esporte e a bandeira brasileira no coração. Seu legado permanece vivo nas quadras e corações que tocou ao longo de sua trajetória", acrescentou.

Oscar Schmidt chegou a ser selecionado no Draft da NBA, em 1984, mas abriu mão da carreira no basquete americano para seguir atuando pela Seleção Brasileira. A principal liga de basquete do mundo também prestou sua homenagem ao membro do Hall da Fama da modalidade.

"A NBA lamenta profundamente o falecimento de Oscar Schmidt, lenda eterna do basquete brasileiro e um dos maiores nomes da história do esporte que tanto amamos. Nesse momento de profunda tristeza, os pensamentos estão com a família, amigos e milhões de fãs do nosso eterno Mão Santa", publicou a liga em seu perfil brasileiro nas redes sociais.

"Hoje o basquete brasileiro se despede de uma lenda. Oscar Schmidt, o Mão Santa, marcou gerações e escreveu seu nome para sempre na história do esporte. Segundo maior pontuador da história, membro de múltiplos Halls da Fama e dono de feitos eternos com a camisa do Brasil e por onde passou", publicou o NBB.

A liga nacional do basquete brasileiro enalteceu os feitos de Oscar Schmidt pela Seleção, como o ouro no Pan-Americano de 1987 e os 1.093 pontos em Olimpíadas ao longo de cinco participações — maior cestinha da história.

Homenagem dos clubes

"O eterno Mão Santa honrou o Manto Sagrado com sua genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis, marcando época na Gávea e enchendo de orgulho a Nação Rubro-Negra. Seu legado absoluto transcende as quadras e inspirará gerações eternamente", despediu-se o Flamengo, clube onde Oscar atuou no fim da carreira.

O ídolo nacional iniciou sua trajetória no Palmeiras. Ele estreou no time principal em 30 de agosto de 1975, aos 17 anos. Oscar Schmidt foi o protagonista do primeiro título nacional do Verdão no basquete, em 1977.

"Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, transformou-se também em um exemplo de fé, perseverança e amor à vida. Neste momento de dor e saudade, o Palmeiras se solidariza com os familiares, amigos e fãs do imortal Oscar Schmidt", homenageou o clube alviverde.

Após fazer carreira na Europa, com passagens por Itália e Espanha, Oscar Schmidt voltou ao Brasil em 1996 para defender o Corinthians. O craque levou o Timão a seu último título nacional no basquete e ficou imortalizado na Calçada da Fama do Memorial Corinthians e Poliesportivo.

"Você representou o manto alvinegro e o basquete brasileiro, Oscar", despediu-se o Corinthians em uma publicação com fotos do ídolo na época de Parque São Jorge.

Vários outros clubes brasileiros, como Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Grêmio, Internacional, Santos, São Paulo e Vasco, também prestaram homenagem a Oscar Schmidt.

Até mesmo o Real Madrid publicou um comunicado em tributo à "lenda do basquete brasileiro e mundial".

"Oscar Schmidt teve uma trajetória extraordinária em vários clubes de Brasil, Itália e Espanha, onde jogou por duas temporadas no Valladolid. É uma das maiores lendas da Seleção Brasileira" declarou o gigante espanhol,